{"product_id":"oral-health-problems-in-older-adults-with-head-and-neck-cancer-what-a-major-research-review-found","title":"Problemas de Saúde Bucal em Adultos Mais Velhos com Câncer de Cabeça e Pescoço: O Que uma Grande Revisão de Pesquisa Descobriu","description":"\u003cp\u003eEsta revisão sistemática examinou a saúde bucal e a qualidade de vida relacionada à saúde bucal em adultos com 60 anos ou mais que foram diagnosticados com câncer de cabeça e pescoço ou distúrbios orais potencialmente malignos. Os pesquisadores triaram 1.070 registros e incluíram oito estudos, mas os achados foram conflitantes. Alguns estudos descobriram que pacientes mais velhos tiveram melhor função oral após o tratamento do que pacientes mais jovens, enquanto outros estudos não encontraram diferenças relacionadas à idade. Nenhum estudo foi encontrado que examinasse desfechos de saúde bucal em adultos mais velhos com distúrbios orais potencialmente malignos.\u003c\/p\u003e\n\n\u003ch1\u003eProblemas de Saúde Bucal em Adultos Mais Velhos com Câncer de Cabeça e Pescoço: O Que uma Grande Revisão de Pesquisa Descobriu\u003c\/h1\u003e\n\n\u003ch2\u003eÍndice\u003c\/h2\u003e\n\u003cul\u003e\n\u003cli\u003e\u003ca href=\"#ddn-key-points\"\u003ePontos-Chave\u003c\/a\u003e\u003c\/li\u003e\n\n\u003cli\u003e\u003ca href=\"#background\"\u003eContexto: Por Que Esta Pesquisa é Importante\u003c\/a\u003e\u003c\/li\u003e\n\u003cli\u003e\u003ca href=\"#what-are\"\u003eO Que São Câncer de Cabeça e Pescoço e Distúrbios Orais Potencialmente Malignos?\u003c\/a\u003e\u003c\/li\u003e\n\u003cli\u003e\u003ca href=\"#oral-side-effects\"\u003eEfeitos Colaterais Orais do Tratamento do Câncer de Cabeça e Pescoço\u003c\/a\u003e\u003c\/li\u003e\n\u003cli\u003e\u003ca href=\"#study-methods\"\u003eComo os Pesquisadores Conduziram Esta Revisão\u003c\/a\u003e\u003c\/li\u003e\n\u003cli\u003e\u003ca href=\"#search-strategy\"\u003eEstratégia de Busca e Seleção de Estudos\u003c\/a\u003e\u003c\/li\u003e\n\u003cli\u003e\u003ca href=\"#study-characteristics\"\u003eCaracterísticas dos Estudos Incluídos\u003c\/a\u003e\u003c\/li\u003e\n\u003cli\u003e\u003ca href=\"#key-findings\"\u003ePrincipais Achados: Resultados Detalhados\u003c\/a\u003e\u003c\/li\u003e\n\u003cli\u003e\u003ca href=\"#conflicting-evidence\"\u003eEvidências Conflitantes sobre Idade e Saúde Bucal\u003c\/a\u003e\u003c\/li\u003e\n\u003cli\u003e\u003ca href=\"#xerostomia-findings\"\u003eAchados sobre Boca Seca Após Radioterapia\u003c\/a\u003e\u003c\/li\u003e\n\u003cli\u003e\u003ca href=\"#opmd-gap\"\u003eA Evidência Faltante sobre Distúrbios Orais Potencialmente Malignos\u003c\/a\u003e\u003c\/li\u003e\n\u003cli\u003e\u003ca href=\"#clinical-implications\"\u003eO Que Esses Achados Significam para os Pacientes\u003c\/a\u003e\u003c\/li\u003e\n\u003cli\u003e\u003ca href=\"#limitations\"\u003eLimitações Desta Revisão\u003c\/a\u003e\u003c\/li\u003e\n\u003cli\u003e\u003ca href=\"#recommendations\"\u003eRecomendações para Pacientes e Cuidadores\u003c\/a\u003e\u003c\/li\u003e\n\u003cli\u003e\u003ca href=\"#ddn-faq\"\u003ePerguntas Frequentes\u003c\/a\u003e\u003c\/li\u003e\n\u003cli\u003e\u003ca href=\"#source\"\u003eInformações da Fonte\u003c\/a\u003e\u003c\/li\u003e\n\u003c\/ul\u003e\n\n\u003c!-- ddn:keypoints:start --\u003e\n\u003ch2 id=\"ddn-key-points\"\u003ePontos-Chave\u003c\/h2\u003e\n\u003cul\u003e\n\u003cli\u003eUma revisão de oito estudos encontrou evidências conflitantes sobre se adultos mais velhos têm desfechos de saúde bucal melhores ou semelhantes após o tratamento do câncer de cabeça e pescoço em comparação com pacientes mais jovens.\u003c\/li\u003e\n\u003cli\u003eUm estudo com 1.037 pacientes constatou que a idade avançada estava associada a maior risco e recuperação mais lenta da boca seca moderada a grave após a radioterapia.\u003c\/li\u003e\n\u003cli\u003eNão foram encontrados estudos sobre saúde bucal em adultos mais velhos com distúrbios orais potencialmente malignos, apesar da busca em 1.070 registros.\u003c\/li\u003e\n\u003cli\u003eCerca de um terço dos pacientes desenvolve cárie dentária e 18% a 68% desenvolvem periodontite após radioterapia para câncer de cabeça e pescoço.\u003c\/li\u003e\n\u003cli\u003eO risco geral de transformação maligna para distúrbios orais potencialmente malignos é de 7,9%, e lesões de alto risco devem ser removidas cirurgicamente sempre que possível.\u003c\/li\u003e\n\u003c\/ul\u003e\n\u003c!-- ddn:keypoints:end --\u003e\n\n\n\u003ch2 id=\"background\"\u003eContexto: Por que esta pesquisa é importante\u003c\/h2\u003e\n\n\u003cp\u003eA população mundial está envelhecendo rapidamente. As Nações Unidas projetam que o número de pessoas com 60 anos ou mais dobrará até 2050, chegando a aproximadamente 2,1 bilhões de pessoas em todo o mundo. Essa mudança é impulsionada pela maior expectativa de vida e pela queda das taxas de natalidade.\u003c\/p\u003e\n\n\u003cp\u003eEssa mudança demográfica tem grandes consequências para os sistemas de saúde, assistência social, mercados de trabalho e estruturas familiares. Embora o envelhecimento populacional tenha começado em países de alta renda, até 2050 dois terços da população mundial com mais de 60 anos viverão em países de baixa e média renda.\u003c\/p\u003e\n\n\u003cp\u003eCondições de saúde comuns na terceira idade incluem perda auditiva, catarata e problemas de visão, dor nas costas e no pescoço, osteoartrite e doença pulmonar obstrutiva crônica (uma doença pulmonar que dificulta a respiração). Condições de saúde comuns na terceira idade também incluem diabetes, depressão e demência. À medida que as pessoas envelhecem, é mais provável que apresentem várias condições ao mesmo tempo.\u003c\/p\u003e\n\n\u003cp\u003eO risco de câncer geralmente aumenta com a idade. A maioria dos cânceres é diagnosticada em pessoas com mais de 70 anos. O risco de desenvolver câncer aumenta significativamente após os 25 a 29 anos, principalmente entre as mulheres. Alterações no corpo relacionadas à idade, incluindo danos acumulados ao DNA e um sistema imunológico em declínio, contribuem para esse maior risco de câncer.\u003c\/p\u003e\n\n\u003ch2 id=\"what-are\"\u003eO que são câncer de cabeça e pescoço e distúrbios orais potencialmente malignos?\u003c\/h2\u003e\n\n\u003cp\u003e\u003cstrong\u003eO câncer de cabeça e pescoço (HANC)\u003c\/strong\u003e é definido pela localização do tumor. É um grupo de cânceres que afetam principalmente a cavidade oral (boca), a cavidade nasal, os seios paranasais, as glândulas salivares, a faringe (garganta) e a laringe (caixa vocal). Mais de 625.000 novos casos de câncer de cabeça e pescoço são diagnosticados em todo o mundo a cada ano.\u003c\/p\u003e\n\n\u003cp\u003eO câncer de cabeça e pescoço é causado principalmente pelo uso de tabaco e álcool. Outros fatores de risco incluem infecção por papilomavírus humano (HPV), sistema imunológico enfraquecido e exposição a certos produtos químicos ou radiação.\u003c\/p\u003e\n\n\u003cp\u003eOs tratamentos mais comuns para o câncer de cabeça e pescoço são cirurgia ou radioterapia (tratamento com radiação). Para tumores mais avançados, os médicos podem usar uma combinação de cirurgia e radioterapia pós-operatória, ou quimioterapia combinada com radioterapia. Aproximadamente 34% a 75% dos pacientes com câncer de cabeça e pescoço são tratados com radioterapia, dependendo da localização do tumor.\u003c\/p\u003e\n\n\u003cp\u003ePessoas mais velhas (acima de 60 anos) podem ter taxas de sobrevida mais baixas e maior adoecimento após o tratamento do câncer de cabeça e pescoço do que pacientes mais jovens. No entanto, as evidências sobre esse ponto são conflitantes.\u003c\/p\u003e\n\n\u003cp\u003e\u003cstrong\u003eDistúrbios orais potencialmente malignos (OPMDs)\u003c\/strong\u003e são um grupo diverso de condições. Eles são definidos como qualquer anormalidade da mucosa oral (o revestimento interno da boca) que está associada a um risco estatisticamente aumentado de desenvolver câncer oral. Globalmente, os OPMDs representam 4,5% das lesões orais. Eles estão ligados ao uso de tabaco, álcool e noz de areca (uma semente comumente mastigada em partes da Ásia).\u003c\/p\u003e\n\n\u003cp\u003eOs OPMDs podem ser classificados em lesões de maior risco e lesões de menor risco ou de risco indefinido:\u003c\/p\u003e\n\n\u003cul\u003e\n\u003cli\u003e\n\u003cstrong\u003eLesões de maior risco:\u003c\/strong\u003e eritroplasia (manchas vermelhas), leucoplasia não homogênea (manchas brancas com aparência mista), leucoplasia verrucosa proliferativa (uma condição rara e progressiva de manchas brancas) e ceratose actínica (manchas ásperas e escamosas causadas pela exposição ao sol)\u003c\/li\u003e\n\u003cli\u003e\n\u003cstrong\u003eLesões de menor risco ou risco indefinido:\u003c\/strong\u003e leucoplasia homogênea (manchas brancas uniformes), fibrose submucosa oral (uma condição que causa enrijecimento dos tecidos da boca) e líquen plano oral (uma condição inflamatória que causa manchas brancas rendilhadas e dor)\u003c\/li\u003e\n\u003c\/ul\u003e\n\n\u003cp\u003eO risco de malignidade (desenvolvimento de câncer) em um paciente com um OPMD varia. Depende de vários fatores, incluindo apresentação clínica, subtipo histológico (como o tecido se apresenta ao microscópio), localização, tamanho e dados demográficos do paciente. O risco geral estimado de transformação maligna para todos os tipos de OPMDs é de 7,9%.\u003c\/p\u003e\n\n\u003cp\u003eSabe-se que a transformação maligna ocorre lentamente, ao longo de muitos anos, mas não ocorre em todos os casos. Tipicamente, os OPMDs se apresentam como manchas brancas e\/ou vermelhas com margens e superfícies variáveis, que podem ser exofíticas (crescendo para fora), enrugadas ou onduladas. Dependendo da natureza do OPMD, outras características podem estar aparentes. Essas características incluem ulceração, perda de pigmentação, perda das papilas da língua (as pequenas saliências na língua), mucosa coriácea, bandas fibrosas, mobilidade limitada da língua e limitação da abertura da boca.\u003c\/p\u003e\n\n\u003cp\u003eO método padrão-ouro para diagnosticar os OPMDs é por meio de biópsia (coleta de uma pequena amostra de tecido para exame laboratorial). O manejo envolve avaliar o risco, educar os pacientes sobre características que possam indicar transformação maligna, orientar sobre fatores de risco e organizar acompanhamento regular de longo prazo. Os ensaios de quimioprevenção (uso de medicamentos para prevenir o câncer) têm sido complicados por limitações metodológicas e eventos adversos. As lesões de alto risco devem ser excisadas (removidas cirurgicamente) quando possível, na ausência de complicações cirúrgicas.\u003c\/p\u003e\n\n\u003ch2 id=\"oral-side-effects\"\u003eEfeitos Colaterais Orais do Tratamento do Câncer de Cabeça e Pescoço\u003c\/h2\u003e\n\n\u003cp\u003eOs efeitos colaterais orais dos tratamentos de câncer de cabeça e pescoço, como radioterapia e quimioterapia, têm sido bem documentados. Pacientes com câncer de cabeça e pescoço apresentam maior risco de cárie dentária pós-radioterapia (deterioração do dente) e periodontite (doença gengival que danifica os tecidos de suporte dos dentes). Isso se deve à hipofunção da glândula salivar mediada por radioterapia (produção reduzida de saliva causada pela radiação) e ao dano da radiação aos tecidos duros dentários e periodontais.\u003c\/p\u003e\n\n\u003cp\u003eAproximadamente um terço dos pacientes desenvolve cárie dentária pós-radioterapia. Foi demonstrado que a periodontite pós-radioterapia afeta de 18% a 68% dos pacientes com câncer de cabeça e pescoço.\u003c\/p\u003e\n\n\u003cp\u003ePacientes tratados com radioterapia ou quimioterapia de cabeça e pescoço são mais propensos a desenvolver:\u003c\/p\u003e\n\n\u003cul\u003e\n\u003cli\u003e\n\u003cstrong\u003eHipossalivação\u003c\/strong\u003e (diminuição do fluxo salivar)\u003c\/li\u003e\n\u003cli\u003e\n\u003cstrong\u003eXerostomia\u003c\/strong\u003e (a sensação subjetiva de boca seca)\u003c\/li\u003e\n\u003cli\u003e\n\u003cstrong\u003eMucosite oral\u003c\/strong\u003e (inflamação dolorosa e ulceração do revestimento da boca)\u003c\/li\u003e\n\u003cli\u003e\n\u003cstrong\u003eQualidade de vida relacionada à saúde bucal (QVRSB) prejudicada\u003c\/strong\u003e — o que significa que os problemas bucais afetam a vida diária, o conforto e o bem-estar\u003c\/li\u003e\n\u003c\/ul\u003e\n\n\u003cp\u003eAlém disso, a excisão cirúrgica de um tumor localmente avançado pode resultar em desfiguração anatômica grave (alterações na aparência), perda de dentes e cicatrizes extensas. A excisão cirúrgica também pode causar alterações permanentes na estrutura e função de vários tecidos da cabeça e pescoço.\u003c\/p\u003e\n\n\u003cp\u003ePesquisas anteriores sobre OPMDs também sugeriram possíveis associações entre essas condições e xerostomia, periodontite e qualidade de vida relacionada à saúde bucal prejudicada. Isso ocorre particularmente entre pacientes afetados por líquen plano oral ou fibrose submucosa oral.\u003c\/p\u003e\n\n\u003cp\u003eO objetivo desta revisão sistemática foi determinar o impacto do câncer de cabeça e pescoço ou OPMD e seu manejo na saúde bucal de adultos mais velhos. Os pesquisadores compararam adultos mais velhos com esses diagnósticos a dois grupos. O primeiro grupo era de adultos mais velhos sem diagnóstico de câncer de cabeça e pescoço ou OPMD. O segundo grupo era de pacientes mais jovens (menores de 60 anos) com câncer de cabeça e pescoço ou OPMD.\u003c\/p\u003e\n\n\u003ch2 id=\"study-methods\"\u003eComo os Pesquisadores Conduziram Esta Revisão\u003c\/h2\u003e\n\n\u003cp\u003eEsta revisão sistemática foi conduzida e relatada de acordo com as diretrizes Principais itens para relatar revisões sistemáticas e meta-análises (PRISMA). Essas diretrizes estabelecem padrões internacionais para como as revisões sistemáticas devem ser conduzidas e relatadas.\u003c\/p\u003e\n\n\u003cp\u003eO protocolo para esta revisão sistemática foi registrado via PROSPERO (o Registro Prospectivo Internacional de Revisões Sistemáticas) sob o número de registro CRD420251003419. O registro significa que os pesquisadores declararam publicamente seus métodos planejados antes de iniciar a revisão.\u003c\/p\u003e\n\n\u003cp\u003eOs pesquisadores utilizaram uma estrutura PICO\/PECO para orientar seu trabalho. Essa estrutura significa População, Intervenção\/Exposição, Comparação e Desfecho. A pergunta focal foi: Qual é a incidência ou prevalência de saúde bucal adversa entre pessoas com 60 anos ou mais? Essas pessoas foram diagnosticadas com câncer de cabeça e pescoço ou um OPMD. Isso é comparado a pessoas com 60 anos ou mais que não foram diagnosticadas com essas condições. Também é comparado a pessoas mais jovens com menos de 60 anos que foram diagnosticadas com essas condições.\u003c\/p\u003e\n\n\u003cp\u003eOs pesquisadores planejaram incluir estudos envolvendo adultos mais velhos (pacientes com 60 anos ou mais). A exposição de interesse foi um diagnóstico de neoplasia maligna (câncer) do lábio, cavidade oral ou faringe. Isso é conforme definido pelos códigos 2B6 na Classificação Internacional de Doenças versão 11. A exposição também incluiu distúrbios orais potencialmente malignos, como eritroplasia e leucoplasia.\u003c\/p\u003e\n\n\u003cp\u003eOs desfechos de interesse para esta revisão sistemática incluíram:\u003c\/p\u003e\n\n\u003cul\u003e\n\u003cli\u003eCárie dentária (deterioração do dente)\u003c\/li\u003e\n\u003cli\u003eGengivite e periodontite (doença gengival)\u003c\/li\u003e\n\u003cli\u003eMobilidade dentária e perda dentária\u003c\/li\u003e\n\u003cli\u003eInfecção periapical (infecção ao redor da ponta da raiz de um dente)\u003c\/li\u003e\n\u003cli\u003eHipossalivação e xerostomia (saliva reduzida e boca seca)\u003c\/li\u003e\n\u003cli\u003eQualidade de vida relacionada à saúde bucal, incluindo medidas objetivas (como escores de QVRSB e avaliações globais de saúde) e desfechos subjetivos (como dor, função e desempenho da fala)\u003c\/li\u003e\n\u003c\/ul\u003e\n\n\u003cp\u003eNão houve restrição de idioma para os estudos incluídos. A data da busca foi 4 de abril de 2025, e foram consideradas publicações de 1960 até abril de 2025.\u003c\/p\u003e\n\n\u003ch2 id=\"search-strategy\"\u003eEstratégia de Busca e Seleção de Estudos\u003c\/h2\u003e\n\n\u003cp\u003eOs pesquisadores buscaram em quatro bases de dados principais: MEDLINE (Ovid), Embase, PubMed e The Cochrane Library. Eles também realizaram buscas manuais suplementares, verificando as listas de referências de todos os estudos incluídos em busca de artigos de pesquisa relevantes adicionais.\u003c\/p\u003e\n\n\u003cp\u003eOs termos de busca foram desenvolvidos usando a estrutura PICO\/PECO e combinados com operadores booleanos (OR, AND e NOT) para construir a estratégia de busca. O primeiro revisor realizou a busca inicial em todas as bases de dados especificadas. Quaisquer problemas identificados durante o processo foram corrigidos e a estratégia de busca foi refinada de acordo.\u003c\/p\u003e\n\n\u003cp\u003eOs resultados da busca de cada base de dados foram importados para o software de gerenciamento de referências EndNote. O software removeu automaticamente os registros duplicados como etapa inicial. Em seguida, três investigadores triaram de forma independente os títulos e resumos. Os estudos selecionados passaram então por revisão do texto completo e extração de dados com base no acordo mútuo entre os três investigadores.\u003c\/p\u003e\n\n\u003cp\u003eQuando os artigos em texto completo não estavam disponíveis ou careciam de detalhes suficientes, os revisores contataram o autor correspondente para tentar obter detalhes adicionais. Verificações cruzadas de referências e buscas manuais também foram realizadas para identificar estudos que não foram descobertos pela estratégia de busca.\u003c\/p\u003e\n\n\u003cp\u003eOs critérios de inclusão para os estudos foram:\u003c\/p\u003e\n\n\u003cul\u003e\n\u003cli\u003eInvestigações clínicas de qualquer desenho de estudo relacionadas à pergunta focal\u003c\/li\u003e\n\u003cli\u003eDiagnóstico confirmado de câncer de cabeça e pescoço ou OPMD\u003c\/li\u003e\n\u003c\/ul\u003e\n\n\u003cp\u003eOs critérios de exclusão foram:\u003c\/p\u003e\n\n\u003cul\u003e\n\u003cli\u003eTópico não relevante para a pergunta focal\u003c\/li\u003e\n\u003cli\u003eDados agregados de saúde bucal não estratificados por idade do paciente\u003c\/li\u003e\n\u003cli\u003eArtigos de revisão\u003c\/li\u003e\n\u003cli\u003eEstudos in vitro (estudos de laboratório que não envolvem pacientes)\u003c\/li\u003e\n\u003cli\u003eEstudos em animais\u003c\/li\u003e\n\u003cli\u003eInformações insuficientes dos participantes e ausência de resposta dos investigadores ao buscar esclarecimentos\u003c\/li\u003e\n\u003cli\u003eInvestigações anteriores relatando a mesma população de pacientes (excluídas, mas mantidas para referência)\u003c\/li\u003e\n\u003c\/ul\u003e\n\n\u003cp\u003eOs registros foram revisados por pelo menos três investigadores de forma independente. As divergências foram resolvidas por discussão e os autores foram contatados para esclarecimentos quando necessário.\u003c\/p\u003e\n\n\u003ch2 id=\"study-characteristics\"\u003eCaracterísticas dos Estudos Incluídos\u003c\/h2\u003e\n\n\u003cp\u003eA estratégia de busca detectou um total de 1.480 registros nas quatro bases de dados: MEDLINE (PubMed) produziu 577 registros, MEDLINE (OVID) produziu 231 registros, Embase produziu 658 registros e CENTRAL produziu 14 registros. A remoção de registros duplicados eliminou 410 registros.\u003c\/p\u003e\n\n\u003cp\u003eUm total de 1.070 títulos e resumos foram triados. Quarenta e sete registros relevantes em texto completo foram identificados e recuperados, juntamente com dois artigos adicionais identificados por uma busca manual de referências desses 47 registros. Portanto, uma lista final de 49 artigos foi revisada em texto completo.\u003c\/p\u003e\n\n\u003cp\u003eDesses 49 artigos, 41 foram excluídos com base nos seguintes critérios:\u003c\/p\u003e\n\n\u003cul\u003e\n\u003cli\u003eSem medidas objetivas ou subjetivas de saúde bucal: 7 estudos\u003c\/li\u003e\n\u003cli\u003eDados de saúde bucal agregados apresentados em todas as faixas etárias: 17 estudos\u003c\/li\u003e\n\u003cli\u003eAcompanhamento inferior a 6 meses: 3 estudos\u003c\/li\u003e\n\u003cli\u003ePICO\/PECO não claramente definido: 10 estudos\u003c\/li\u003e\n\u003cli\u003eCâncer orodigestivo ou câncer não localizado na cabeça e pescoço: 2 estudos\u003c\/li\u003e\n\u003cli\u003eArtigo de revisão: 1 estudo\u003c\/li\u003e\n\u003cli\u003eEstudo que apresentou dados duplicados de um artigo já incluído: 1 estudo\u003c\/li\u003e\n\u003c\/ul\u003e\n\n\u003cp\u003eFinalmente, um total de oito estudos com dados relevantes sobre saúde bucal em idosos com câncer de cabeça e pescoço foram incluídos. Não foram identificados estudos de pesquisa que tivessem investigado especificamente a incidência ou prevalência de problemas de saúde bucal entre idosos com OPMDs.\u003c\/p\u003e\n\n\u003cp\u003eDos oito estudos incluídos:\u003c\/p\u003e\n\n\u003cul\u003e\n\u003cli\u003eQuatro eram estudos de coorte observacionais prospectivos ou retrospectivos (estudos que acompanham grupos de pessoas ao longo do tempo)\u003c\/li\u003e\n\u003cli\u003eTrês eram de natureza transversal (estudos que analisam uma população em um único ponto no tempo)\u003c\/li\u003e\n\u003cli\u003eUm era um ensaio clínico randomizado (o desenho de estudo padrão-ouro em que os participantes são aleatoriamente designados para diferentes tratamentos)\u003c\/li\u003e\n\u003c\/ul\u003e\n\n\u003cp\u003eCinco dos oito estudos incluídos recrutaram pessoas com câncer afetando qualquer região da cabeça e pescoço. Dois estudos analisaram participantes apenas com câncer oral, e um estudo avaliou pacientes apenas com cânceres primários de glândulas salivares. Cinco estudos exploraram diferenças na saúde bucal com base na idade do paciente, e três estudos recrutaram apenas pessoas com 65 anos ou mais.\u003c\/p\u003e\n\n\u003cp\u003eTodos os oito estudos incluídos recrutaram participantes que haviam sido submetidos a cirurgia, radioterapia ou quimioterapia, ou uma combinação desses tratamentos. Sete dos oito estudos avaliaram a qualidade de vida relacionada à saúde bucal usando questionários validados e dedicados, administrados ao paciente:\u003c\/p\u003e\n\n\u003cul\u003e\n\u003cli\u003eEORTC QLQ-C30 (um questionário de qualidade de vida em câncer): 4 estudos\u003c\/li\u003e\n\u003cli\u003eEscala Functional Assessment of Cancer Therapy—Head and Neck versão 4: 1 estudo\u003c\/li\u003e\n\u003cli\u003eEscala de Qualidade de Vida de Cabeça e Pescoço da Universidade de Washington: 1 estudo\u003c\/li\u003e\n\u003cli\u003eQuestionário de Bochum sobre Reabilitação: 1 estudo\u003c\/li\u003e\n\u003c\/ul\u003e\n\n\u003cp\u003eUm estudo avaliou a toxicidade crônica relacionada ao tratamento usando o Common Terminology Criteria for Adverse Effects (CTCAE) versão 5.0.\u003c\/p\u003e\n\n\u003ch2 id=\"key-findings\"\u003ePrincipais Achados: Resultados Detalhados\u003c\/h2\u003e\n\n\u003cp\u003eComo as metodologias dos estudos incluídos variaram substancialmente, os pesquisadores decidiram que seria inadequado combinar os resultados por meio de metanálise (um método estatístico que agrupa resultados de vários estudos). Em vez disso, apresentaram apenas uma revisão narrativa, descrevendo os achados de cada estudo individualmente.\u003c\/p\u003e\n\n\u003cp\u003eEm um estudo transversal com 638 pacientes com câncer de cabeça e pescoço, Laraway e colaboradores descobriram que pessoas com mais de 65 anos relataram melhores desfechos funcionais para fala, deglutição e saliva. Esses melhores desfechos foram relatados 12 meses após o diagnóstico de câncer ou cirurgia primária do que pacientes mais jovens.\u003c\/p\u003e\n\n\u003cp\u003eEm relação ao fluxo salivar relatado pelo paciente, as melhores pontuações foram observadas em pacientes com 75 anos ou mais. Em relação à fala, houve uma progressão para melhores pontuações naqueles com 65 a 74 anos, e as pontuações foram ainda melhores para aqueles com 75 anos ou mais.\u003c\/p\u003e\n\n\u003cp\u003eAproximadamente 7% a 8% dos pacientes com mais de 65 anos relataram problemas sérios de deglutição. Enquanto isso, 3% a 6% dos pacientes com mais de 65 anos relataram problemas sérios de fala. Ambas as taxas foram significativamente menores do que em pacientes com menos de 65 anos.\u003c\/p\u003e\n\n\u003cp\u003eNo entanto, 9% a 11% dos pacientes com mais de 65 anos relataram problemas sérios de mastigação, 6% a 9% relataram problemas sérios de paladar e 6% a 14% relataram problemas sérios de fluxo salivar. Não houve diferenças estatisticamente significativas nesses desfechos em comparação com aqueles com menos de 65 anos.\u003c\/p\u003e\n\n\u003cp\u003eEm um estudo de coorte prospectivo com 1.203 pacientes, Aoki e colaboradores avaliaram a qualidade de vida relacionada à saúde bucal em grupos de pacientes mais velhos e mais jovens. Ambos os grupos etários relataram uso maior ou igual de modalidades de tratamento para câncer de cabeça e pescoço. Todos os pacientes tiveram uma determinação do tratamento inicial. A maioria dos pacientes foi submetida a cirurgia e 2% receberam radioterapia. No entanto, essas questões foram resolvidas em pacientes com menos de 57 anos após 6 meses de tratamento.\u003c\/p\u003e\n\n\u003cp\u003eEm outro estudo de coorte prospectivo com 1.037 pacientes, Beetz e colaboradores encontraram uma relação linear entre a idade do paciente e o risco de xerostomia (boca seca) moderada a grave após radioterapia. Pacientes com mais de 56 anos apresentaram risco aumentado de xerostomia moderada a grave em comparação com pacientes mais jovens. Em geral, os pacientes mais velhos tiveram taxa significativamente reduzida de recuperação da sensação de boca seca aos 6, 12, 18 e 24 meses pós-tratamento em comparação com pacientes com menos de 56 anos.\u003c\/p\u003e\n\n\u003cp\u003eEm um estudo de coorte prospectivo com 1.214 pacientes com carcinoma de células escamosas, Derks e colaboradores avaliaram domínios da qualidade de vida relacionada à saúde bucal. O carcinoma de células escamosas é um tipo de câncer que começa nas células planas que revestem a boca. Esses domínios foram dentes, abertura da boca, boca seca e saliva. Pacientes mais velhos com 70 anos ou mais usaram mais o questionário EORTC QLQ-H\u0026amp;N35 do que pacientes mais jovens com 54 a 60 anos. O tratamento diferiu entre os grupos etários: 31% dos pacientes mais velhos e 60% dos pacientes mais jovens fizeram cirurgia mais radioterapia. Pacientes mais velhos sem metástase à distância tiveram 11% em comparação com pacientes mais jovens. Pacientes mais velhos que fizeram apenas cirurgia tiveram 32% em comparação com pacientes mais jovens. Pacientes mais velhos que fizeram apenas radioterapia tiveram 11% em comparação com pacientes mais jovens. Pacientes mais velhos que fizeram quimioterapia tiveram 4% em comparação com pacientes mais jovens. Pacientes mais velhos que fizeram radioterapia tiveram 16% em comparação com pacientes mais jovens.\u003c\/p\u003e\n\n\u003cp\u003eEm um ensaio clínico randomizado com 574 pacientes, Lafont e colaboradores avaliaram pacientes com câncer de cabeça e pescoço que foram submetidos a cirurgia. Entre 14% e 15% dos pacientes foram submetidos a intervenções direcionadas. As pontuações de qualidade de vida da região de cabeça e pescoço não mostraram diferenças estatisticamente significativas nas pontuações médias entre os grupos de intervenção e de controle. Em geral, 13% a 14% dos pacientes foram submetidos a intervenções direcionadas. A avaliação não encontrou efeito na qualidade de vida relacionada à saúde bucal para pacientes mais velhos (n = 238) ou pacientes de controle (n = 237) que receberam cuidados padrão.\u003c\/p\u003e\n\n\u003ch2 id=\"conflicting-evidence\"\u003eEvidências Conflitantes sobre Idade e Saúde Bucal\u003c\/h2\u003e\n\n\u003cp\u003eOs achados dos estudos incluídos demonstraram resultados conflitantes. Esta é uma das conclusões mais importantes desta revisão sistemática.\u003c\/p\u003e\n\n\u003cp\u003eDois estudos transversais demonstraram melhor qualidade de vida relacionada à saúde bucal pós-tratamento em alguns domínios para pacientes mais velhos com câncer de cabeça e pescoço do que para pacientes mais jovens. Esses estudos sugeriram que a idade mais avançada pode estar associada a melhor tolerância ou adaptação aos efeitos do tratamento.\u003c\/p\u003e\n\n\u003cp\u003eNo entanto, esse achado foi contradito por dados de dois estudos de coorte prospectivos. Esses estudos prospectivos não mostraram diferenças na qualidade de vida relacionada à saúde bucal pós-tratamento entre pacientes mais velhos e mais jovens com histórico de câncer de cabeça e pescoço.\u003c\/p\u003e\n\n\u003cp\u003eOs pesquisadores não conseguiram determinar uma razão clara para esses resultados conflitantes. As diferenças podem estar relacionadas ao desenho do estudo, aos questionários específicos utilizados, ao momento das avaliações ou a diferenças nas populações de pacientes estudadas.\u003c\/p\u003e\n\n\u003cp\u003eEm um estudo transversal com 1.319 pacientes, Linsen e colaboradores descobriram que pelo menos 15,1% dos pacientes haviam perdido dentes. Pacientes com idade entre 54 e 60 anos eram significativamente mais propensos a ter perdido dentes. Além do tratamento cirúrgico, 35,9% dos pacientes relataram menor reabilitação oral e 48,9% relataram menor função da articulação temporomandibular (a articulação da mandíbula). Pacientes mais velhos, com mais de 60 anos, relataram menos dor após o tratamento do câncer do que pacientes com idade entre 45 e 60 anos.\u003c\/p\u003e\n\n\u003ch2 id=\"xerostomia-findings\"\u003eAchados sobre Boca Seca Após Radioterapia\u003c\/h2\u003e\n\n\u003cp\u003eAchados de um estudo de coorte prospectivo diferente demonstraram uma relação linear entre a idade dos pacientes com câncer de cabeça e pescoço e a incidência de xerostomia (boca seca) moderada a grave pós-radioterapia. Isso significa que, à medida que a idade do paciente aumentava, o risco de apresentar boca seca significativa após o tratamento com radiação também aumentava de maneira consistente e gradual.\u003c\/p\u003e\n\n\u003cp\u003eEste achado é particularmente importante porque a xerostomia pode ter um grande impacto na vida diária. A boca seca afeta a alimentação, a fala, a deglutição, o paladar e o conforto oral. Também aumenta o risco de cáries dentárias e infecções orais.\u003c\/p\u003e\n\n\u003cp\u003eO estudo de Beetz e colaboradores acompanhou 1.037 pacientes por até 24 meses após o tratamento. Os pesquisadores descobriram que pacientes mais velhos tiveram uma taxa de recuperação da boca seca significativamente reduzida aos 6, 12, 18 e 24 meses pós-tratamento em comparação com pacientes com menos de 56 anos. Isso sugere que pacientes mais velhos podem apresentar sintomas de boca seca mais persistentes após a radioterapia.\u003c\/p\u003e\n\n\u003ch2 id=\"opmd-gap\"\u003eA Evidência Ausente sobre Distúrbios Orais Potencialmente Malignos\u003c\/h2\u003e\n\n\u003cp\u003eUm dos achados mais marcantes desta revisão sistemática foi a completa ausência de dados sobre as consequências para a saúde bucal entre idosos com OPMDs. Apesar de pesquisar quatro grandes bases de dados e revisar 1.070 registros, os pesquisadores não encontraram estudos que investigassem especificamente a incidência ou prevalência de problemas de saúde bucal entre idosos com OPMDs.\u003c\/p\u003e\n\n\u003cp\u003eEsta é uma lacuna significativa na literatura médica. Os OPMDs são relativamente comuns, representando 4,5% das lesões orais em todo o mundo. Estão associados ao uso de tabaco, álcool e noz de areca, e apresentam um risco de 7,9% de transformação maligna em todos os tipos.\u003c\/p\u003e\n\n\u003cp\u003eA população global está envelhecendo, e os adultos mais velhos têm maior probabilidade de apresentar múltiplas condições de saúde. Diante disso, a falta de pesquisas sobre saúde bucal em adultos mais velhos com OPMDs é preocupante. Os pesquisadores não puderam tirar conclusões sobre como as OPMDs afetam a saúde bucal nessa população.\u003c\/p\u003e\n\n\u003ch2 id=\"clinical-implications\"\u003eO Que Esses Achados Significam para os Pacientes\u003c\/h2\u003e\n\n\u003cp\u003eA conclusão geral desta revisão sistemática é que as evidências sobre o impacto do câncer de cabeça e pescoço e das desordens orais potencialmente malignas (OPMD) na saúde bucal de idosos são inconclusivas. Os pesquisadores não puderam fornecer uma resposta definitiva à sua pergunta de pesquisa.\u003c\/p\u003e\n\n\u003cp\u003ePara os pacientes e suas famílias, isso significa que médicos e dentistas atualmente não dispõem de evidências de alta qualidade. Essas evidências preveriam exatamente como o tratamento do câncer de cabeça e pescoço afetará a saúde bucal de uma pessoa mais velha. Os efeitos parecem variar amplamente entre os indivíduos.\u003c\/p\u003e\n\n\u003cp\u003eAlguns pacientes mais velhos podem, na verdade, relatar melhor função oral após o tratamento do que pacientes mais jovens. Isso pode ocorrer porque pacientes mais velhos têm expectativas diferentes, ou porque seus tumores ou tratamentos diferem de alguma forma. Outros estudos sugerem que pacientes mais velhos e mais jovens apresentam desfechos de saúde bucal semelhantes.\u003c\/p\u003e\n\n\u003cp\u003eNo entanto, há evidências consistentes de que pacientes mais velhos podem apresentar boca seca mais persistente após a radioterapia. Este achado apareceu em um grande estudo de coorte prospectivo com 1.037 pacientes, que é um desenho de estudo relativamente forte.\u003c\/p\u003e\n\n\u003cp\u003eA falta de pesquisas sobre OPMDs em adultos mais velhos significa que os pacientes com essas condições não podem se beneficiar de orientações baseadas em evidências específicas para sua faixa etária. Esta é uma área em que pesquisas futuras são urgentemente necessárias.\u003c\/p\u003e\n\n\u003ch2 id=\"limitations\"\u003eLimitações Desta Revisão\u003c\/h2\u003e\n\n\u003cp\u003eEsta revisão sistemática tem várias limitações importantes que pacientes e clínicos devem compreender.\u003c\/p\u003e\n\n\u003cp\u003ePrimeiro, apenas oito estudos atenderam aos critérios de inclusão. Este é um número pequeno de estudos para tirar conclusões, especialmente quando os estudos usaram métodos diferentes e mediram desfechos diferentes.\u003c\/p\u003e\n\n\u003cp\u003eSegundo, as metodologias dos estudos incluídos variaram substancialmente. Os estudos usaram questionários diferentes para medir a qualidade de vida relacionada à saúde bucal, acompanharam os pacientes por diferentes períodos de tempo e incluíram pacientes com diferentes tipos e estágios de câncer. Isso tornou impossível combinar os resultados estatisticamente por meio de metanálise.\u003c\/p\u003e\n\n\u003cp\u003eTerceiro, os achados foram conflitantes. Alguns estudos sugeriram que pacientes mais velhos tiveram melhores desfechos, enquanto outros não encontraram diferença entre as faixas etárias. Os pesquisadores não conseguiram resolver essas contradições.\u003c\/p\u003e\n\n\u003cp\u003eEm quarto lugar, não havia dados sobre as consequências para a saúde bucal entre adultos mais velhos com OPMDs. Isso significa que a revisão não pode fornecer qualquer orientação para esse grupo de pacientes.\u003c\/p\u003e\n\n\u003cp\u003eQuinto, a revisão excluiu estudos que apresentavam dados agregados de saúde bucal em todas as faixas etárias. Isso foi necessário para responder à pergunta de pesquisa específica sobre idosos, mas significa que alguns dados potencialmente relevantes não foram incluídos.\u003c\/p\u003e\n\n\u003cp\u003eSexto, a revisão excluiu estudos com seguimento inferior a 6 meses. Embora isso garanta que apenas estudos com seguimento significativo tenham sido incluídos, pode ter excluído alguns dados relevantes de desfechos de curto prazo.\u003c\/p\u003e\n\n\u003ch2 id=\"recommendations\"\u003eRecomendações para Pacientes e Cuidadores\u003c\/h2\u003e\n\n\u003cp\u003eCom base nesta revisão sistemática, os pesquisadores não podem fazer recomendações específicas baseadas em evidências para prevenir ou manejar problemas de saúde bucal em adultos mais velhos com câncer de cabeça e pescoço ou OPMDs. No entanto, alguns princípios gerais podem ser extraídos dos achados.\u003c\/p\u003e\n\n\u003col\u003e\n\u003cli\u003e\n\u003cstrong\u003eMantenha cuidados odontológicos regulares.\u003c\/strong\u003e Dadas as altas taxas de cárie dentária e periodontite após o tratamento do câncer de cabeça e pescoço, consultas odontológicas regulares são essenciais. Aproximadamente um terço dos pacientes desenvolve cárie dentária pós-radioterapia, e 18% a 68% desenvolvem periodontite pós-radioterapia.\u003c\/li\u003e\n\u003cli\u003e\n\u003cstrong\u003eEsteja ciente da boca seca.\u003c\/strong\u003e Xerostomia (boca seca) é um efeito colateral comum da radioterapia, e pacientes mais velhos podem apresentar recuperação mais lenta desse sintoma. Os pacientes devem discutir as opções de manejo da boca seca com sua equipe de saúde.\u003c\/li\u003e\n\u003cli\u003e\n\u003cstrong\u003eRelate os sintomas bucais prontamente.\u003c\/strong\u003e Os pacientes devem informar seu médico ou dentista sobre qualquer problema de deglutição, fala, mastigação, paladar, saliva ou dor na boca. Esses sintomas muitas vezes podem ser manejados com cuidados apropriados.\u003c\/li\u003e\n\u003cli\u003e\n\u003cstrong\u003eEntenda que a idade afeta os pacientes de maneiras diferentes.\u003c\/strong\u003e Alguns pacientes mais velhos toleram o tratamento melhor do que o esperado, enquanto outros apresentam efeitos colaterais mais persistentes. O cuidado individualizado é importante.\u003c\/li\u003e\n\u003cli\u003e\n\u003cstrong\u003ePergunte sobre o monitoramento de OPMD.\u003c\/strong\u003e Pacientes com transtornos orais potencialmente malignos devem receber monitoramento regular, pois o risco de transformação maligna é de 7,9% em todos os tipos. As lesões de alto risco devem ser excisadas quando possível.\u003c\/li\u003e\n\u003cli\u003e\n\u003cstrong\u003eDiscuta os fatores de risco.\u003c\/strong\u003e O uso de tabaco, álcool e noz de areca são fatores de risco importantes tanto para o câncer de cabeça e pescoço quanto para os OPMDs. Parar esses hábitos pode reduzir o risco.\u003c\/li\u003e\n\u003c\/ol\u003e\n\n\u003cp\u003eOs pesquisadores enfatizam que são necessárias mais pesquisas de alta qualidade. Estudos futuros devem usar métodos padronizados para medir os desfechos de saúde bucal, incluir números adequados de adultos mais velhos e investigar especificamente as OPMDs em populações idosas.\u003c\/p\u003e\n\n\u003c!-- ddn:faq:start --\u003e\n\u003ch2 id=\"ddn-faq\"\u003ePerguntas Frequentes\u003c\/h2\u003e\n\u003ch3\u003eO que esta revisão descobriu sobre a saúde bucal em idosos com câncer de cabeça e pescoço?\u003c\/h3\u003e\n\u003cp\u003eA revisão incluiu oito estudos e encontrou resultados conflitantes. Alguns estudos relataram que pacientes com mais de 65 anos tiveram melhores desfechos de fala, deglutição e saliva após o tratamento do que pacientes mais jovens, enquanto outros estudos não encontraram diferenças relacionadas à idade. Os pesquisadores não puderam combinar os resultados estatisticamente e concluíram que a evidência é inconclusiva.\u003c\/p\u003e\n\u003ch3\u003eA idade avançada afeta a boca seca após radioterapia para câncer de cabeça e pescoço?\u003c\/h3\u003e\n\u003cp\u003eUm estudo de coorte prospectivo com 1.037 pacientes encontrou uma relação linear entre a idade e xerostomia moderada a grave após radioterapia. Pacientes com mais de 56 anos tiveram maior risco, e pacientes mais velhos se recuperaram mais lentamente aos 6, 12, 18 e 24 meses. Isso sugere que a boca seca pode ser mais persistente em idosos.\u003c\/p\u003e\n\u003ch3\u003eExistem estudos sobre saúde bucal em idosos com distúrbios orais potencialmente malignos?\u003c\/h3\u003e\n\u003cp\u003eNão. A revisão pesquisou quatro grandes bases de dados e triou 1.070 registros, mas não encontrou estudos que investigassem especificamente a incidência ou prevalência de problemas de saúde bucal entre idosos com distúrbios orais potencialmente malignos. Esta é uma lacuna significativa na literatura médica.\u003c\/p\u003e\n\u003ch3\u003eQual é o risco de transformação maligna para distúrbios orais potencialmente malignos?\u003c\/h3\u003e\n\u003cp\u003eO risco geral estimado de transformação maligna para todos os tipos de distúrbios orais potencialmente malignos é de 7,9%. Essa transformação ocorre lentamente ao longo de muitos anos e não acontece em todos os casos. Lesões de alto risco devem ser removidas cirurgicamente quando possível, e o monitoramento regular de longo prazo é recomendado.\u003c\/p\u003e\n\u003ch3\u003eO que pacientes e cuidadores devem fazer com base nesta revisão?\u003c\/h3\u003e\n\u003cp\u003eMantenha consultas odontológicas regulares, esteja ciente da boca seca e discuta as opções de manejo, e relate os sintomas orais prontamente. Entenda que a idade afeta os pacientes de maneiras diferentes, portanto, o cuidado individualizado é importante. Pacientes com distúrbios orais potencialmente malignos devem receber monitoramento regular, e interromper o uso de tabaco, álcool e noz de areca pode reduzir o risco.\u003c\/p\u003e\n\u003ch3\u003ePor que os pesquisadores não puderam combinar os resultados dos estudos incluídos?\u003c\/h3\u003e\n\u003cp\u003eOs oito estudos incluídos usaram métodos, questionários e períodos de acompanhamento diferentes, e incluíram pacientes com diferentes tipos e estágios de câncer. Devido a essa variação substancial, os pesquisadores decidiram que era inadequado agrupar os resultados estatisticamente por meio de metanálise, então apresentaram uma revisão narrativa.\u003c\/p\u003e\n\u003ch3\u003eTenho mais de 60 anos e acabei de ser diagnosticado com câncer de cabeça e pescoço — quando devo obter uma segunda opinião sobre meu tratamento e o risco de boca seca?\u003c\/h3\u003e\n\u003cp\u003eAs evidências sobre como o tratamento do câncer de cabeça e pescoço afeta a saúde bucal em adultos com mais de 60 anos são conflitantes, portanto, uma segunda opinião pode ajudar a esclarecer sua situação individual. Alguns pacientes mais velhos relatam melhores resultados de fala, deglutição e saliva do que pacientes mais jovens, enquanto outros estudos não encontram diferenças relacionadas à idade. Pacientes mais velhos também podem se recuperar mais lentamente da boca seca após a radioterapia. Como os achados variam e nenhum estudo abrange adultos mais velhos com distúrbios orais potencialmente malignos, é razoável revisar seu diagnóstico, exames de imagem e plano de tratamento com um especialista independente. A Diagnostic Detectives Network fornece segundas opiniões independentes de especialistas.\u003c\/p\u003e\n\u003c!-- ddn:faq:end --\u003e\n\n\u003ch2 id=\"source\"\u003eInformações da Fonte\u003c\/h2\u003e\n\n\u003cp\u003e\u003cstrong\u003eOriginal article title:\u003c\/strong\u003e Adverse Oral Health in Older Adults With Head and Neck Cancer (And Oral Potentially Malignant Disorders): A Systematic Review.\u003c\/p\u003e\n\n\u003cp\u003e\u003cstrong\u003eAuthors:\u003c\/strong\u003e Ciaran Moore, Niamh Walls, Shaima Abujaber, Amanda Willis, Finbarr Allen, Gerry McKenna\u003c\/p\u003e\n\n\u003cp\u003e\u003cstrong\u003eAuthor affiliations:\u003c\/strong\u003e Division of Restorative Dentistry \u0026amp; Periodontology, Dublin Dental University Hospital, Dublin, Ireland; Centre for Public Health, Queen's University Belfast, Belfast, UK; Centre for Dentistry, Queen's University Belfast, Belfast, UK; University College Cork, Cork, Ireland\u003c\/p\u003e\n\n\u003cp\u003e\u003cstrong\u003eCorresponding author:\u003c\/strong\u003e Gerry McKenna (g.mckenna@qub.ac.uk)\u003c\/p\u003e\n\n\u003cp\u003e\u003cstrong\u003eJournal:\u003c\/strong\u003e Gerodontology, 2026; 43:339–354\u003c\/p\u003e\n\n\u003cp\u003e\u003cstrong\u003ePublication details:\u003c\/strong\u003e Received 1 December 2025; Revised 10 March 2026; Accepted 13 March 2026\u003c\/p\u003e\n\n\u003cp\u003e\u003cstrong\u003eDOI:\u003c\/strong\u003e https:\/\/doi.org\/10.1111\/ger.70080\u003c\/p\u003e\n\n\u003cp\u003e\u003cstrong\u003ePROSPERO Registration:\u003c\/strong\u003e CRD420251003419\u003c\/p\u003e\n\n\u003cp\u003e\u003cstrong\u003eKeywords:\u003c\/strong\u003e Gerodontology, head and neck cancer, oral potentially malignant disorders, systematic review\u003c\/p\u003e\n\n\u003cp\u003e\u003cem\u003eEste artigo voltado para pacientes é baseado em pesquisas revisadas por pares. Destina-se a fins educacionais e não deve substituir o aconselhamento médico personalizado de um profissional de saúde qualificado.\u003c\/em\u003e\u003c\/p\u003e","brand":"DiagnosticDetectives.Com","offers":[{"title":"Default Title","offer_id":47807311773852,"sku":null,"price":0.0,"currency_code":"USD","in_stock":true}],"url":"https:\/\/diagnosticdetectives.com\/pt\/products\/oral-health-problems-in-older-adults-with-head-and-neck-cancer-what-a-major-research-review-found","provider":"DiagnosticDetectives.Com","version":"1.0","type":"link"}